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16 de Janeiro de 2019

Em petição, advogado responde a juiz com foto de "joinha"

Correção FGTS, Estudante
Publicado por Correção FGTS
ano passado

A forma inusitada como um advogado se manifestou ao juiz em uma petição de processo em Palmital (SP) tem repercutido nas redes sociais. Para confirmar o cumprimento do acordo estipulado no processo de indenização por danos morais contra uma companhia área, o advogado Luiz Ronaldo da Silva respondeu com uma figura de um ‘joinha’ a intimação do juiz do Juizado Especial Cível.

Segundo o advogado, ele não esperava que o fato tivesse repercussão e em nenhum momento quis desrespeitar a seriedade do âmbito jurídico.

“Eu não esperava essa repercussão, não fiz de uma maneira jocosa, foi de forma muito natural. É que eu sou muito sucinto nas minhas petições e hoje com essa linguagem da internet, com símbolos eu resolvi responder com esse desenho. A petição era em resposta ao pedido do juiz, que faz parte do processo, um despacho normal. Nós fizemos o acordo e ele intima os advogados para saber se foi cumprido e essa foi a minha resposta ao cumprimento do acordo”, afirma.

Ainda de acordo com Luiz Ronaldo, o Juizado Especial tem um caráter mais informal, que de certa forma permitiria o uso dessa linguagem mais inusitada. “Eu ainda não fui intimado para finalização do processo, mas acredito que não teve nenhum problema, porque o Juizado Especial tem como característica a informalidade, qualquer pessoa que tem algum problema judicial e tenha renda estipulada pode procurar o juizado e a reclamação pode até ser feita de forma verbal, com ou sem a necessidade de um advogado. Então são documentações bem simples.”

Luiz advoga desde 2002 e disse que costuma usar desenhos nas suas petições e em nenhuma dessas situações ele teve problemas com o magistrado. “Por conta da repercussão dessa vez, algumas pessoas criticam, acreditam que eu agi de maneira jocosa, para brincar, mas não foi isso não e também não pensei na repercussão”, finaliza.

Outros profissionais e estudantes da área jurídica comentaram o fato, criticando ou enaltecendo a atitude do nobre colega.

Qual a sua opinião sobre o fato, deixe nos comentários.

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213 Comentários

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Além de observador dos princípios que devem orientar os Juizados Especiais (vide art. da Lei 9.099/95), o colega foi extremamente espirituoso em sua manifestação.

Honestamente, concordo com aqueles que não viram na manifestação nada de jocoso, desrespeitoso ou atentatório à dignidade da Justiça.

Certa vez, Chaplin vaticinou: "Os homens estão perdendo o dom de rir".

Temo que ele tenha razão. continuar lendo

Isso mesmo!

Se eu fosse esse juiz, isso teria tornado o meu dia mas leve.
E, se fosse juiz, certamente preferiria ver isso a ter que ler parágrafos e mais parágrafos de péssimo português.

Se não houver exageros e bizarrices, o que importa é transmitir a mensagem.

Me lembrou casos como esse:

https://camilavazvaz.jusbrasil.com.br/noticias/206303922/advogado-escreve-peticao-em-forma-de-poesiaejuiz-responde-com-versos continuar lendo

Pois é, o ambiente jurídico já é, por si, carregado de negatividade. Esse tipo de diálogo coloca um pouco de arte na realidade. continuar lendo

Pois é, o diferente é que Chaplin não é juiz, e rir em um tribunal só me faz crer que os políticos corruptos estão certos em RIR da justiça e da cara do povo, afinal, pra que chorar se a justiça virou piada, é para rir e não para seguir regras... me poupe... continuar lendo

Perfeito!... Muita polêmica por nada!! continuar lendo

Isso aí! Talvez a turma do "politicamente correto" esqueceu do princípio da informalidade nos juizados especiais. A vida precisa de leveza tanto quanto de pessoas que quebrem certos paradigmas de vez em quando. Parabéns ao colega pela inspiração! continuar lendo

Concordo sobre a espirituosidade da resposta e tudo mais, mas, e o que fazer do disposto no art. 192, do CPC/15? continuar lendo

@davidfont2016

Rir NA justiça é bem diferente de rir DA justiça.
Convenhamos, o procurador não fez nada de tão escandaloso.
Lembre-se que estamos numa fase do sistema jurídico que até as intimações podem ser feitas por WhatsApp.

@moreiraneto

J. Dom.,
O art 192 se refere, principalmente, a que nenhuma petição poderá ser feita em língua estrangeira.
Por exemplo, não pode ser em Klingon (porque poucos juízes seriam capazes de entender a comunicação natural do planeta Qo'noS), ainda que houvesse a possibilidade de tradução (Klingon é língua definida em ISO) mas teria que ser juramentada ou tramitada por via diplomática, o que custaria um pouco caro (por causa do valor atual das viagens interestelares).

hug HoS. continuar lendo

Doutor, faço minha as suas palavras.
Aprovei a maneira como se manifestou o nobre colega naquela inusitada petição. Além de respeitosa, foi de bom gosto, simples e, como disse, muito espirituosa. continuar lendo

É muito mimimi pra nenhum prejuízo efetivo. Passarei a fazer o mesmo também só que, ao revés, mandando o dedo do meio, que é o que merecem. continuar lendo

Já que são aceitas tamanhas informalidades e até mesmo sinais com sentido que pode ser interpretado de diversas maneiras, para que ficamos na faculdade 5 anos aprendendo sobre a essência do Direito para manutenção da ordem e da justiça, das vestimentas corretas pois fazemos o papel de representar a ordem, estudamos por anos para passar no exame da ordem para chegar no tribunal e colocar emoji nas petições?

Ao meu ver então que se elimine as formalidades e deixa virar a casa da mae Joana, muitos não entendem que uma "brincadeira" dessas abre margem para outras e ai virou piada de vez a justiça, e sim, quem RI na justiça indiretamente RI da justiça, pois os valores se perdem, e o provo brasileiro ainda não aprendeu isso, todos os colegas que mostrei essa materia dissera: Vixi sua profissão vai por agua abaixo hein

Nossa tanto tempo de faculdade pra fazer isso? kkkk vixi David eu nem preciso fazer curso tecnico para responder com joia...

Viu o que causa? agora vai explicar aos olhos da população que e pra descontração na justiça??? impossível e improvável que vão ver com esses olhos... continuar lendo

Melhor resposta! continuar lendo

Se o juiz responder dessa forma certamente a parte oporia embargos declaratórios kkk continuar lendo

Acho que assim como as roupas e o comportamento, a forma de comunicação e expressão também devem seguir o bom senso de se saber onde usar e como usar, uma ato judicial merece a formalidade e expressividade correta que esteja de acordo com a ocasião, o ambiente e a situação, não achei nada demais, porém, desnecessário, na minha opinião. continuar lendo

Mais do que desnecessário.
Descabido.
Impróprio. continuar lendo

Daqui a pouco, quando o juiz der um despacho mandando a parte se manifestar quanto à penhora o nobre causídico vai responder: SLK!! continuar lendo

Pois é, cada vez mais aparecendo advogados e advogadas indo contrário aos princípios de conduta perante órgãos da justiça, desde a vestimenta ao comportamento inapropriado... acho que essa nossa atualidade de vida e corrupção os advogados estão ficando descrentes da justiça e ao invés de melhora-la fazem ao contrário. continuar lendo

Concordo e acrescento.

A formalidade no processo jurídico, é oque muitos hoje prezam e admiram, devendo-se mantelas e enraizá-las. continuar lendo

José Roberto, não vamos exagerar...

Concordo, a linguagem foi inapropriada para a ocasião, mas só isso...
Se o magistrado teve bom senso, fez apenas uma advertência sutil continuar lendo

Bernardo:

Se fosse eu o magistrado, existiria tal advertência, com certeza.
Mas o bom senso deve vir do advogado e não este esperar pela complacência do magistrado. continuar lendo

Prefiro ver um simples emoji numa petição do Juizado, ao ler os reis dos parágrafos escrevendo "mantelas" ao invés de mantê-las!! kkkkkk continuar lendo

Comento.
Há uma diferença amazônica entre o "sucinto" e o "informal". E o exagero dos dois não dá em coisa boa.
Acho que o doutor pode ter dito tudo com o seu "like", como pode não ter dito nada. Vai depender de como o Juiz indagou a parte.
Só que o processo não é o lugar mais adequado para mensagens subliminares, nem para jogos adivinhativos. A linguagem, ainda que simples e sucinta, é o instrumento próprio para que os atores processuais se comuniquem. E comunicação é o poder de se fazer entender.
Acho que o doutor Luiz está confundindo as coisas e abusando de outras.
Recomendo-lhe que retorne ao eixo. continuar lendo

Finalmente um comentário com bom senso continuar lendo

Acesse o processo e veja que o juiz requereu tão somente uma confirmação acerca do cumprimento do acordo! O joinha respondeu perfeitamente o indagado, e mais, não alterou em nada o prosseguimento do processo! continuar lendo

O fato atenta contra as normas deontológicas do Estatuto da Advocacia, contra a honra e a dignidade da profissão. Absolutamente lamentável ver tantos anos de estudo serem resumidos em meros "joinhas". continuar lendo

Não vamos exagerar...
A honra de ninguém foi afetada...

Como já disse, a linguagem foi inapropriada para a ocasião, mas só isso... continuar lendo

Concordo plenamente Dr Luciano... cada pequena expressão fora de contexto e inapropriada vai se acumulando e chega ao ponto que chegou o advogado do maior ladrão do País, nas audiências, ser desrespeitoso e atrevido com o Excelentíssimo Juiz Sérgio Moro... É por essas pequenas coisinhas, que a população começa a chamar Excelentíssimos Juízes de "juizeco" ou "aqueles meninos" da Lava Jato... Se há um protocolo a ser seguido, que seja. Nessa área não há espaço para informalidades e gírias... Caso contrário veremos esse tipo de vocabulário popular sendo utilizado por pessoas que deveriam ter um vocabulário riquíssimo. Se isso virar moda, pense nos tipos de juízes que teremos no futuro...Chega de profissionais medíocres, de todas as naturezas, espalhados pelo País. continuar lendo

Bem possível que a OAB venha a chamá-lo para reprender, enquanto vemos é ouvimos colegas enrolando e sacaneando clientes de forma descarada e nada é feito, mas se utilizam o rito próprio tá liberado. Tá na hora do judiciário e a própria OAB evoluir e deixar de lado esse formalismo idiota e se basear pelo bom senso e naquilo que realmente importa. continuar lendo

Parabéns doutor, alguns colegas aviltam a profissão e levam os demais a perderem o respeito. continuar lendo